Resposta rápida: O LOAS (BPC) paga um salário mínimo por mês a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência de qualquer idade, desde que a família esteja em situação de vulnerabilidade e inscrita no CadÚnico. Não é preciso ter contribuído para o INSS.

O Benefício de Prestação Continuada (BPC), previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), garante o pagamento de um salário mínimo por mês a idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade. Diferente da aposentadoria, ele não exige contribuição ao INSS.

Quem pode receber

  • Pessoa idosa com 65 anos ou mais.
  • Pessoa com deficiência de qualquer idade, inclusive crianças, com impedimento de longo prazo (no mínimo 2 anos) de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, avaliado por perícia médica e avaliação social do INSS.

Nos dois casos, é preciso comprovar que a família não tem meios de garantir o sustento da pessoa.

Como funciona o critério de renda

A regra geral exige renda familiar por pessoa igual ou inferior a 1/4 do salário mínimo. Para fazer a conta, soma-se a renda de quem mora na mesma casa e divide-se pelo número de pessoas do grupo familiar.

O Supremo Tribunal Federal já reconheceu que esse critério não deve ser aplicado de forma absoluta: outros elementos podem demonstrar a vulnerabilidade, como gastos com remédios, fraldas, tratamentos e cuidados especiais. Além disso, o BPC já recebido por outro idoso ou pessoa com deficiência da família, em regra, não entra no cálculo.

Muitos pedidos são negados por renda “acima do limite” quando, na prática, a família vive em vulnerabilidade. Nesses casos, a análise detalhada das despesas faz toda a diferença.

CadÚnico: requisito indispensável

Para pedir o BPC, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico), com os dados atualizados. A inscrição é feita no CRAS da sua cidade. Informações desatualizadas, como uma pessoa que saiu de casa e continua no cadastro, são causa frequente de negativa e até de suspensão do benefício.

Como pedir

  1. Inscreva ou atualize a família no CadÚnico, no CRAS.
  2. Faça o pedido pelo Meu INSS ou pela Central 135.
  3. No caso da pessoa com deficiência, compareça à perícia médica e à avaliação social, levando laudos e relatórios.

O que o BPC não paga

  • Não há pagamento de 13º salário.
  • O benefício não gera pensão por morte para os dependentes.
  • Pode passar por revisões periódicas para verificar se as condições continuam.

Teve o BPC negado?

É possível recorrer ou buscar o benefício na Justiça Federal, onde costumam ser feitos uma perícia médica e um estudo social da família, com visita à casa. Uma avaliação especializada identifica quais provas reforçam o seu pedido. Veja também Benefício negado pelo INSS: o que fazer agora?

Perguntas frequentes

Quem tem direito ao LOAS?

Idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência de qualquer idade, com impedimento de longo prazo, cuja família esteja em situação de vulnerabilidade e inscrita no CadÚnico.

Precisa ter contribuído para o INSS para receber o BPC?

Não. O BPC é um benefício assistencial e não exige nenhuma contribuição.

O LOAS paga 13º salário?

Não. O BPC é pago em 12 parcelas por ano e não gera pensão por morte.

Renda um pouco acima de 1/4 do salário mínimo impede o benefício?

Não necessariamente. A Justiça admite outras provas de vulnerabilidade, como gastos com remédios, tratamentos e cuidados especiais.

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O escritório da Dra. Helena Rizzatti fica no Edifício Office Green, na Pedra Branca, em Palhoça/SC, e atende presencialmente Palhoça, São José, Florianópolis, Biguaçu e toda a Grande Florianópolis. Para quem mora em outras cidades, a avaliação e o acompanhamento são feitos online, pelo WhatsApp e por chamada de vídeo, em todo o Brasil.

Dra. Helena Rizzatti
Dra. Helena Rizzatti

Advogada previdenciarista inscrita na OAB/SC 41.065, formada em 2014 e atuando na área desde 2017, com escritório na Pedra Branca, em Palhoça/SC, e atendimento em todo o Brasil.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a análise individual do seu caso por um advogado. As regras previdenciárias podem mudar; consulte um especialista antes de tomar decisões.